Por que nossos dedos ficam enrugados na água?

Professora, por que nossos dedos ficam enrugados quando passamos muito tempo na água?

Esse enrugamento envolve uma resposta automática do sistema nervoso. Após algum tempo na água, pequenos vasos sanguíneos dos dedos se contraem. Isso reduz o volume dos tecidos sob a pele e favorece a formação das rugas. Portanto, o fenômeno não acontece apenas porque a pele absorve água.

Uma pista importante é que lesões em certos nervos podem reduzir ou impedir essa resposta. As rugas são temporárias e desaparecem depois que saímos da água. O tempo e a intensidade do enrugamento variam entre as pessoas e conforme as condições da água.

Para pensar: como uma mudança na aparência da pele pode revelar a participação do sistema nervoso?

Fonte: Van Barneveld e colaboradores. Evaluation of the finger wrinkling test: a pilot study (2010), artigo científico disponível na PubMed Central.

Dia das Crianças: um olhar de amor

“Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.”

Marcos 10:14

Quando os discípulos tentaram impedir que as crianças se aproximassem, Jesus mostrou que elas tinham lugar junto dele. Em meio às pessoas que buscavam sua atenção, ele acolheu os pequenos, tomou-os nos braços e os abençoou. Seu gesto nos ensina que nenhuma criança é pequena demais para ser vista, ouvida e amada.

No Dia das Crianças, podemos celebrar com presentes, brincadeiras e alegria. Mas também precisamos pensar no que oferecemos a elas todos os dias. Uma criança precisa de presença, de proteção, de alguém que escute suas perguntas e acolha seus sentimentos. Precisa saber que pode errar enquanto aprende e que seu valor não depende de notas, aparência ou comportamento.

O modo como tratamos uma criança pode ajudá-la a reconhecer o amor de Deus. Quando corrigimos sem humilhar, orientamos com paciência e respeitamos suas necessidades, colocamos em prática o cuidado que Jesus demonstrou. Esse compromisso alcança também as crianças que aprendem de outra maneira, que precisam de mais apoio ou que tantas vezes ficam à margem.

Acolher as crianças como Jesus acolheu exige abrir espaço na nossa rotina e no nosso coração. Que elas encontrem em nossas casas, igrejas e escolas adultos dispostos a protegê-las e acompanhá-las. E que, ao falarmos de Jesus, nossas atitudes ajudem a mostrar o amor que anunciamos.

Para pensar

O que minhas palavras e atitudes estão ensinando às crianças sobre o amor de Deus?

Oração

Senhor Jesus, ensina-nos a olhar para as crianças com amor e atenção. Dá-nos paciência para ensinar, sensibilidade para ouvir e coragem para protegê-las. Que cada criança encontre em nós acolhimento e cuidado. Abençoa especialmente aquelas que hoje enfrentam a solidão, a violência ou o abandono. Usa-nos para fazer o bem e levar o teu amor até elas. Amém.

Profa. Fran Narnib | Biopsicoeduca

Quando Jesus bate à porta

Série: Jesus em Nossa Casa

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.”
Apocalipse 3:20

Há portas que abrimos com facilidade. Abrimos para os amigos, para os parentes, para quem queremos receber. Mas existem também portas que mantemos fechadas. Atrás delas ficam conversas que evitamos, mágoas que ninguém resolveu, preocupações que escondemos, silêncios que foram crescendo e problemas que aprendemos a disfarçar.

Quando Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato”, essas palavras foram dirigidas originalmente à igreja de Laodiceia. Era uma igreja que acreditava estar bem, mas precisava reconhecer sua verdadeira condição. Por isso, esse texto não fala simplesmente da porta física de uma casa. Fala de comunhão, arrependimento e da necessidade de permitir que Cristo ocupe novamente o lugar que lhe pertence.

E essa mensagem alcança também a maneira como vivemos dentro de casa.

Às vezes queremos Jesus na sala, onde tudo está organizado para as visitas, mas temos dificuldade de deixá-lo entrar nos cômodos que ninguém vê. Queremos sua bênção sobre a família, mas talvez não queiramos que Ele toque naquele ressentimento antigo. Pedimos paz, mas evitamos a conversa necessária. Pedimos que Ele transforme alguém da família, quando talvez a primeira transformação precise começar em nós.

Nos Evangelhos, quando Jesus entrava em uma casa, encontrava situações muito diferentes. Encontrou enfermidade, luto, preconceito, inquietação, religiosidade, alegria, refeições compartilhadas e pessoas que precisavam mudar. Ele não entrou em casas perfeitas.

Ele entrou em histórias.

Talvez seja por isso que a pergunta mais importante deste primeiro devocional não seja: “Jesus está em minha casa?”

Talvez seja:

Que portas dentro da minha casa ainda tenho dificuldade de abrir para Ele?

Para pensar

Se Jesus entrasse hoje em sua casa e pudesse tocar justamente naquela situação sobre a qual ninguém gosta de falar, qual porta você gostaria que Ele abrisse primeiro?

Oração

Senhor Jesus, eu quero que a tua presença faça parte não apenas daquilo que mostro, mas também daquilo que escondo. Entra nas áreas da minha vida e da minha família que precisam de cura, perdão, mudança e reconciliação. Mostra-me também aquilo que precisa começar a mudar em mim. Que a minha casa seja um lugar onde tua presença seja percebida não apenas pelas palavras, mas pela maneira como nos amamos e cuidamos uns dos outros. Amém.

Profa. Fran Narnib Lorenzon | Biopsicoeduca

Sabedoria para escolher o bem

“Ele reserva a plena sabedoria para os justos; como um escudo protege quem procura viver com integridade, pois guarda os passos do justo e protege o caminho de seus santos. Desse modo, compreenderás bem o que significa ser justo, ter juízo, agir com retidão.”

Provérbios 2:7-9 (KJA)

Nem sempre o caminho certo é o mais fácil. Há momentos em que dizer a verdade exige coragem, agir com justiça custa uma vantagem e responder com mansidão pede mais força do que revidar. É nessas escolhas, muitas vezes silenciosas, que nossa integridade vai sendo construída.

A passagem nos lembra que Deus oferece sabedoria a quem procura viver com retidão. Podemos pedir a Ele discernimento para reconhecer o que é bom e coragem para colocar esse entendimento em prática. A sabedoria se revela no modo como tratamos as pessoas, cumprimos nossas responsabilidades e fazemos escolhas mesmo quando ninguém está olhando.

Deus é apresentado como um escudo. Isso não significa que estaremos livres de dificuldades ou injustiças. Significa que podemos confiar em seu cuidado enquanto atravessamos essas situações. Sua presença nos sustenta para que a dor, a pressão ou o medo não decidam por nós.

Andar nos caminhos do bem também envolve reconhecer quando erramos. Pedir perdão, reparar uma atitude e aceitar uma correção são passos de quem deseja aprender com Deus. Não precisamos fingir que sabemos tudo; precisamos manter o coração disposto a ser ensinado.

Hoje, talvez você tenha diante de si uma decisão pequena, mas importante. Antes de agir, converse com Deus. Peça que Ele ilumine seu entendimento e ajude você a escolher com justiça, amor e responsabilidade.

Para pensar: Em qual situação de hoje você precisa de sabedoria e coragem para fazer o que é certo?

Oração: Senhor, ensina-me a andar nos caminhos do bem. Dá-me sabedoria para compreender tua vontade e coragem para viver com integridade. Guarda meus passos, ajuda-me a reconhecer meus erros e a tratar as pessoas com justiça e amor. Que minhas escolhas revelem um coração disposto a aprender contigo. Em nome de Jesus, amém.

Profa. Fran Narnib Lorenzon | Biopsicoeduca

O coração tem um marcapasso natural

O coração não espera o cérebro mandar uma ordem para cada batimento. No átrio direito, células do nó sinoatrial produzem espontaneamente sinais elétricos, que se espalham pelo órgão e coordenam suas contrações.

Isso não significa que o cérebro não participe. Nervos e hormônios ajustam a velocidade do coração durante o exercício, o repouso ou um susto, mas o ritmo básico começa no próprio coração.

Para pensar: se o coração produz seus próprios sinais, por que ele acelera quando sentimos medo?

Fonte: Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos, NIH: como o coração bate.

Se quase todas as células possuem o mesmo DNA, por que são tão diferentes?

Porque ter o mesmo DNA não significa usar os mesmos genes. Durante o desenvolvimento, as células passam a utilizar diferentes partes dessas instruções, num processo chamado expressão gênica.

Uma célula da superfície da pele produz muita queratina, proteína que ajuda a formar uma barreira de proteção. Já uma célula muscular produz grandes quantidades de proteínas organizadas para realizar contrações, como actina e miosina.

É como ter o mesmo livro de receitas, mas preparar pratos diferentes. As células compartilham muitas instruções básicas, porém usam outras em níveis diferentes, adquirindo formas e funções próprias.

Para pensar: como uma única célula, o óvulo fecundado, consegue dar origem a tantos tipos diferentes de células?

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, NIH: Transcriptome Fact Sheet.

O cérebro interpreta a dor, mas seu próprio tecido não sente dor

O tecido cerebral não possui receptores de dor. Mesmo assim, sentimos dor de cabeça porque outras estruturas da região podem gerar sinais dolorosos, como o couro cabeludo, os músculos, as meninges, membranas que envolvem o cérebro, e os vasos sanguíneos associados a elas.

Quando essas estruturas enviam sinais ao sistema nervoso, o cérebro participa da interpretação dessas informações e da experiência da dor. Por isso, uma dor pode parecer vir de dentro da cabeça, embora o próprio tecido cerebral não esteja sentindo.

Para pensar: como o cérebro consegue perceber a dor do corpo se seu próprio tecido não possui receptores de dor?

Fonte: Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrame, NIH: Headache, Hope Through Research.

Por que Deus me fez assim?

“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso e tão maravilhoso fui feito.”

Salmo 139:14

Há dias em que olhamos para nós mesmos e perguntamos: “Por que Deus me fez assim?”. Talvez essa pergunta nasça da insatisfação com a aparência, da dificuldade de expressar sentimentos ou da sensação de ser diferente das outras pessoas. Quando nos comparamos, podemos começar a enxergar apenas o que gostaríamos de mudar e esquecer tudo o que também existe de precioso em nós.

O Salmo 139 nos lembra que somos conhecidos por Deus. Antes que alguém reconhecesse nossas qualidades, Ele já nos conhecia. Nosso valor não depende de corresponder às expectativas dos outros, de ter determinada aparência ou de conseguir fazer tudo com facilidade. Somos dignos de amor e cuidado, inclusive nos dias em que não conseguimos olhar para nós com carinho.

Isso não significa que todas as nossas dores, limitações ou atitudes sejam algo que Deus deseja que permaneça como está. Algumas dificuldades precisam de cuidado, certas feridas precisam de acolhimento e há comportamentos que precisamos transformar. Reconhecer nosso valor também nos dá coragem para buscar ajuda e crescer, sem tratar a nós mesmos como um erro.

Talvez você ainda não tenha uma resposta para tudo o que sente. Pode levar essa pergunta a Deus com sinceridade, sem esconder a tristeza ou a dúvida. A fé também encontra espaço nessas conversas difíceis. Aos poucos, “Por que Deus me fez assim?” pode abrir caminho para outra pergunta: “Senhor, como posso cuidar da pessoa que sou e amadurecer com a tua ajuda?”.

Você não precisa se tornar igual a alguém para que sua vida tenha valor. Há uma história sendo construída em você, com possibilidades que a comparação nem sempre permite enxergar.

Aplicação

Hoje, observe como você fala consigo mesma. Ao perceber uma crítica cruel, procure substituí-la por uma verdade que reconheça tanto seu valor quanto sua possibilidade de crescer. Identifique uma qualidade que costuma desconsiderar e uma área em que precisa de cuidado. Agradeça pela primeira e escolha um pequeno passo para cuidar da segunda.

Oração

Senhor, tu conheces as perguntas que faço quando olho para mim. Ajuda-me a reconhecer meu valor, mesmo quando a comparação e a insegurança falam mais alto. Ensina-me a cuidar de mim com respeito, a acolher minha história e a transformar aquilo que precisa amadurecer. Dá-me coragem para buscar ajuda quando necessário e serenidade para caminhar contigo, mesmo sem compreender tudo. Que eu aprenda a olhar para mim com verdade, esperança e amor. Em nome de Jesus, amém.

Profa. Fran Narnib | Biopsicoeduca

Se Deus é por nós

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Romanos 8:31

Há dias em que os problemas parecem maiores do que a nossa capacidade de enfrentá-los. Uma notícia inesperada, uma preocupação com a família ou uma situação que foge ao nosso controle pode abalar nossa confiança. Nessas horas, a pergunta de Paulo nos convida a lembrar quem está conosco: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Essa promessa não significa que ninguém se levantará contra nós ou que viveremos sem dificuldades. No próprio capítulo, Paulo fala de tribulação, angústia e perseguição. A confiança está em saber que nenhuma dessas situações tem poder para nos separar do amor de Deus revelado em Jesus Cristo. Podemos enfrentar oposição e atravessar dias dolorosos, mas continuamos sendo amados por Ele.

Às vezes, queremos que Deus demonstre Seu cuidado retirando imediatamente tudo o que nos preocupa. Entretanto, Seu cuidado também se manifesta na força para continuar, na sabedoria para decidir e no apoio que recebemos durante o caminho. Mesmo quando a solução ainda não chegou, podemos apresentar a Ele o que sentimos, sem esconder o medo ou fingir que estamos bem.

Saber que Deus é por nós também nos ajuda a abandonar a necessidade de provar nosso valor a todo momento. Uma crítica não define quem somos, e uma dificuldade não determina o fim da nossa história. Podemos examinar o que precisa ser corrigido, reconhecer nossos limites e seguir com humildade, sustentados pelo amor do Senhor.

Talvez hoje você ainda não saiba como resolver aquilo que está enfrentando. Comece pelo que está ao seu alcance e peça a Deus direção para o próximo passo. A certeza do Seu amor nos permite caminhar mesmo quando ainda existem perguntas sem resposta.

Aplicação

Pense na preocupação que mais tem ocupado sua mente. Apresente-a a Deus em oração e identifique uma atitude possível para hoje: procurar ajuda, conversar com alguém, cumprir uma responsabilidade ou descansar antes de tomar uma decisão. Ao longo do dia, relembre Romanos 8:31 e permita que essa promessa fortaleça sua confiança.

Oração

Senhor, obrigada porque o Teu amor me sustenta também nos dias difíceis. Tu conheces minhas preocupações e sabes onde me sinto frágil. Ajuda-me a lembrar que não estou sozinha e dá-me sabedoria para fazer o que está ao meu alcance. Ensina-me a confiar em Ti enquanto espero e a reconhecer Teu cuidado durante o caminho. Que o medo não conduza minhas escolhas e que minha esperança permaneça firmada em Ti. Em nome de Jesus, amém.

Sempre sob os Seus cuidados

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

1 Pedro 5:7

Deus nos chama para uma relação pessoal e verdadeira com Ele. A fé pode começar com o exemplo de alguém, com uma palavra recebida ou com a oração de uma pessoa querida. Mas esse começo precisa abrir caminho para o nosso próprio encontro com o Senhor. É possível participar das atividades da igreja e conhecer muitas coisas sobre Deus, enquanto ainda falta espaço para ouvi-Lo e conversar com Ele no cotidiano.

A fé de quem caminha conosco pode nos encorajar, mas ninguém pode viver por nós a resposta que damos a Deus. Ele conhece nossa história, nossas dúvidas e aquilo que nem sempre conseguimos expressar. Podemos nos aproximar com sinceridade, sem tentar reproduzir a experiência de outra pessoa ou aparentar uma força que ainda não temos.

Na parábola dos talentos, em Mateus 25:14–30, cada servo recebe uma responsabilidade e responde pela maneira como cuida do que lhe foi confiado. Essa passagem nos convida a olhar para a nossa própria caminhada: o que estamos fazendo com as oportunidades, os dons e o tempo que recebemos? A fidelidade se revela também nas escolhas pequenas, quando buscamos a Deus e colocamos Sua Palavra em prática.

Crescer em intimidade com o Senhor não significa caminhar sozinho. A comunidade, as amizades e as orações de outras pessoas são preciosas. Ao mesmo tempo, nossa confiança precisa criar raízes no próprio Deus, para que possamos continuar buscando Sua presença mesmo quando alguém que nos inspira não está por perto.

Estar sob os cuidados de Deus não significa viver sem dificuldades ou receber todas as respostas como esperamos. Significa poder entregar a Ele nossas inquietações e confiar em Sua presença ao longo do caminho. Não precisamos conquistar Seu cuidado por meio de uma fé perfeita. Podemos nos aproximar como estamos e permitir que Ele nos ensine a confiar, a amadurecer e a permanecer.

Aplicação prática

Hoje, pense no espaço que sua relação com Deus ocupa na rotina. Além de ouvir outras pessoas falarem sobre Ele, você tem separado um tempo para buscá-Lo pessoalmente? Leia 1 Pedro 5:7, apresente em oração uma preocupação que está carregando e permaneça alguns instantes em silêncio. Depois, escolha uma atitude concreta de fidelidade para este dia, como cumprir uma responsabilidade, reparar uma palavra que feriu alguém ou ajudar uma pessoa.

Oração

Senhor, quero conhecer-Te e viver uma fé pessoal e sincera. Obrigada pelas pessoas que me ajudam a caminhar contigo. Ensina-me a buscar Tua presença também nos momentos simples e silenciosos da minha rotina. Ajuda-me a ser fiel ao que colocaste em minhas mãos e a entregar-Te minhas preocupações. Quando vierem as dificuldades, lembra-me de que continuo sob os Teus cuidados. Em nome de Jesus, amém.