
O enjoo durante uma viagem acontece, principalmente, porque o cérebro recebe informações que parecem não combinar entre si.
Dentro do ouvido existe o sistema vestibular, responsável por perceber movimentos, acelerações e mudanças de posição da cabeça. Quando o carro ou o ônibus faz curvas, freia, acelera ou balança, esse sistema percebe claramente que o corpo está em movimento.
Mas os olhos podem contar outra história.
Se a pessoa estiver olhando para um livro, para o celular ou para o interior do veículo, a imagem diante dela parece relativamente parada. Assim, o ouvido informa ao cérebro: “Estamos nos movimentando”, enquanto os olhos parecem dizer: “Está tudo parado”.
Essa diferença de informações pode confundir o cérebro e provocar a chamada cinetose, popularmente conhecida como enjoo de movimento.
É por isso que podem aparecer náusea, tontura, suor frio, palidez, dor de cabeça e até vômito.
Olhar para fora do veículo, especialmente para um ponto distante ou para o horizonte, costuma ajudar porque os olhos passam a perceber melhor o movimento que o ouvido interno já estava detectando. Evitar ler ou ficar muito tempo olhando para o celular durante a viagem também pode diminuir o desconforto.
Então, quando alguém diz que “não consegue ler no carro porque passa mal”, não é exagero. É o cérebro tentando organizar informações diferentes que chegam ao mesmo tempo.
Curiosidade: o mesmo mecanismo pode acontecer em barcos, aviões, brinquedos de parque de diversões e até em algumas experiências de realidade virtual.
