Dia das Crianças: um olhar de amor

“Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus.”

Marcos 10:14

Quando os discípulos tentaram impedir que as crianças se aproximassem, Jesus mostrou que elas tinham lugar junto dele. Em meio às pessoas que buscavam sua atenção, ele acolheu os pequenos, tomou-os nos braços e os abençoou. Seu gesto nos ensina que nenhuma criança é pequena demais para ser vista, ouvida e amada.

No Dia das Crianças, podemos celebrar com presentes, brincadeiras e alegria. Mas também precisamos pensar no que oferecemos a elas todos os dias. Uma criança precisa de presença, de proteção, de alguém que escute suas perguntas e acolha seus sentimentos. Precisa saber que pode errar enquanto aprende e que seu valor não depende de notas, aparência ou comportamento.

O modo como tratamos uma criança pode ajudá-la a reconhecer o amor de Deus. Quando corrigimos sem humilhar, orientamos com paciência e respeitamos suas necessidades, colocamos em prática o cuidado que Jesus demonstrou. Esse compromisso alcança também as crianças que aprendem de outra maneira, que precisam de mais apoio ou que tantas vezes ficam à margem.

Acolher as crianças como Jesus acolheu exige abrir espaço na nossa rotina e no nosso coração. Que elas encontrem em nossas casas, igrejas e escolas adultos dispostos a protegê-las e acompanhá-las. E que, ao falarmos de Jesus, nossas atitudes ajudem a mostrar o amor que anunciamos.

Para pensar

O que minhas palavras e atitudes estão ensinando às crianças sobre o amor de Deus?

Oração

Senhor Jesus, ensina-nos a olhar para as crianças com amor e atenção. Dá-nos paciência para ensinar, sensibilidade para ouvir e coragem para protegê-las. Que cada criança encontre em nós acolhimento e cuidado. Abençoa especialmente aquelas que hoje enfrentam a solidão, a violência ou o abandono. Usa-nos para fazer o bem e levar o teu amor até elas. Amém.

Profa. Fran Narnib | Biopsicoeduca

Quando Jesus bate à porta

Série: Jesus em Nossa Casa

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.”
Apocalipse 3:20

Há portas que abrimos com facilidade. Abrimos para os amigos, para os parentes, para quem queremos receber. Mas existem também portas que mantemos fechadas. Atrás delas ficam conversas que evitamos, mágoas que ninguém resolveu, preocupações que escondemos, silêncios que foram crescendo e problemas que aprendemos a disfarçar.

Quando Jesus diz: “Eis que estou à porta e bato”, essas palavras foram dirigidas originalmente à igreja de Laodiceia. Era uma igreja que acreditava estar bem, mas precisava reconhecer sua verdadeira condição. Por isso, esse texto não fala simplesmente da porta física de uma casa. Fala de comunhão, arrependimento e da necessidade de permitir que Cristo ocupe novamente o lugar que lhe pertence.

E essa mensagem alcança também a maneira como vivemos dentro de casa.

Às vezes queremos Jesus na sala, onde tudo está organizado para as visitas, mas temos dificuldade de deixá-lo entrar nos cômodos que ninguém vê. Queremos sua bênção sobre a família, mas talvez não queiramos que Ele toque naquele ressentimento antigo. Pedimos paz, mas evitamos a conversa necessária. Pedimos que Ele transforme alguém da família, quando talvez a primeira transformação precise começar em nós.

Nos Evangelhos, quando Jesus entrava em uma casa, encontrava situações muito diferentes. Encontrou enfermidade, luto, preconceito, inquietação, religiosidade, alegria, refeições compartilhadas e pessoas que precisavam mudar. Ele não entrou em casas perfeitas.

Ele entrou em histórias.

Talvez seja por isso que a pergunta mais importante deste primeiro devocional não seja: “Jesus está em minha casa?”

Talvez seja:

Que portas dentro da minha casa ainda tenho dificuldade de abrir para Ele?

Para pensar

Se Jesus entrasse hoje em sua casa e pudesse tocar justamente naquela situação sobre a qual ninguém gosta de falar, qual porta você gostaria que Ele abrisse primeiro?

Oração

Senhor Jesus, eu quero que a tua presença faça parte não apenas daquilo que mostro, mas também daquilo que escondo. Entra nas áreas da minha vida e da minha família que precisam de cura, perdão, mudança e reconciliação. Mostra-me também aquilo que precisa começar a mudar em mim. Que a minha casa seja um lugar onde tua presença seja percebida não apenas pelas palavras, mas pela maneira como nos amamos e cuidamos uns dos outros. Amém.

Profa. Fran Narnib Lorenzon | Biopsicoeduca

Sabedoria para escolher o bem

“Ele reserva a plena sabedoria para os justos; como um escudo protege quem procura viver com integridade, pois guarda os passos do justo e protege o caminho de seus santos. Desse modo, compreenderás bem o que significa ser justo, ter juízo, agir com retidão.”

Provérbios 2:7-9 (KJA)

Nem sempre o caminho certo é o mais fácil. Há momentos em que dizer a verdade exige coragem, agir com justiça custa uma vantagem e responder com mansidão pede mais força do que revidar. É nessas escolhas, muitas vezes silenciosas, que nossa integridade vai sendo construída.

A passagem nos lembra que Deus oferece sabedoria a quem procura viver com retidão. Podemos pedir a Ele discernimento para reconhecer o que é bom e coragem para colocar esse entendimento em prática. A sabedoria se revela no modo como tratamos as pessoas, cumprimos nossas responsabilidades e fazemos escolhas mesmo quando ninguém está olhando.

Deus é apresentado como um escudo. Isso não significa que estaremos livres de dificuldades ou injustiças. Significa que podemos confiar em seu cuidado enquanto atravessamos essas situações. Sua presença nos sustenta para que a dor, a pressão ou o medo não decidam por nós.

Andar nos caminhos do bem também envolve reconhecer quando erramos. Pedir perdão, reparar uma atitude e aceitar uma correção são passos de quem deseja aprender com Deus. Não precisamos fingir que sabemos tudo; precisamos manter o coração disposto a ser ensinado.

Hoje, talvez você tenha diante de si uma decisão pequena, mas importante. Antes de agir, converse com Deus. Peça que Ele ilumine seu entendimento e ajude você a escolher com justiça, amor e responsabilidade.

Para pensar: Em qual situação de hoje você precisa de sabedoria e coragem para fazer o que é certo?

Oração: Senhor, ensina-me a andar nos caminhos do bem. Dá-me sabedoria para compreender tua vontade e coragem para viver com integridade. Guarda meus passos, ajuda-me a reconhecer meus erros e a tratar as pessoas com justiça e amor. Que minhas escolhas revelem um coração disposto a aprender contigo. Em nome de Jesus, amém.

Profa. Fran Narnib Lorenzon | Biopsicoeduca

Por que Deus me fez assim?

“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso e tão maravilhoso fui feito.”

Salmo 139:14

Há dias em que olhamos para nós mesmos e perguntamos: “Por que Deus me fez assim?”. Talvez essa pergunta nasça da insatisfação com a aparência, da dificuldade de expressar sentimentos ou da sensação de ser diferente das outras pessoas. Quando nos comparamos, podemos começar a enxergar apenas o que gostaríamos de mudar e esquecer tudo o que também existe de precioso em nós.

O Salmo 139 nos lembra que somos conhecidos por Deus. Antes que alguém reconhecesse nossas qualidades, Ele já nos conhecia. Nosso valor não depende de corresponder às expectativas dos outros, de ter determinada aparência ou de conseguir fazer tudo com facilidade. Somos dignos de amor e cuidado, inclusive nos dias em que não conseguimos olhar para nós com carinho.

Isso não significa que todas as nossas dores, limitações ou atitudes sejam algo que Deus deseja que permaneça como está. Algumas dificuldades precisam de cuidado, certas feridas precisam de acolhimento e há comportamentos que precisamos transformar. Reconhecer nosso valor também nos dá coragem para buscar ajuda e crescer, sem tratar a nós mesmos como um erro.

Talvez você ainda não tenha uma resposta para tudo o que sente. Pode levar essa pergunta a Deus com sinceridade, sem esconder a tristeza ou a dúvida. A fé também encontra espaço nessas conversas difíceis. Aos poucos, “Por que Deus me fez assim?” pode abrir caminho para outra pergunta: “Senhor, como posso cuidar da pessoa que sou e amadurecer com a tua ajuda?”.

Você não precisa se tornar igual a alguém para que sua vida tenha valor. Há uma história sendo construída em você, com possibilidades que a comparação nem sempre permite enxergar.

Aplicação

Hoje, observe como você fala consigo mesma. Ao perceber uma crítica cruel, procure substituí-la por uma verdade que reconheça tanto seu valor quanto sua possibilidade de crescer. Identifique uma qualidade que costuma desconsiderar e uma área em que precisa de cuidado. Agradeça pela primeira e escolha um pequeno passo para cuidar da segunda.

Oração

Senhor, tu conheces as perguntas que faço quando olho para mim. Ajuda-me a reconhecer meu valor, mesmo quando a comparação e a insegurança falam mais alto. Ensina-me a cuidar de mim com respeito, a acolher minha história e a transformar aquilo que precisa amadurecer. Dá-me coragem para buscar ajuda quando necessário e serenidade para caminhar contigo, mesmo sem compreender tudo. Que eu aprenda a olhar para mim com verdade, esperança e amor. Em nome de Jesus, amém.

Profa. Fran Narnib | Biopsicoeduca

Se Deus é por nós

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Romanos 8:31

Há dias em que os problemas parecem maiores do que a nossa capacidade de enfrentá-los. Uma notícia inesperada, uma preocupação com a família ou uma situação que foge ao nosso controle pode abalar nossa confiança. Nessas horas, a pergunta de Paulo nos convida a lembrar quem está conosco: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Essa promessa não significa que ninguém se levantará contra nós ou que viveremos sem dificuldades. No próprio capítulo, Paulo fala de tribulação, angústia e perseguição. A confiança está em saber que nenhuma dessas situações tem poder para nos separar do amor de Deus revelado em Jesus Cristo. Podemos enfrentar oposição e atravessar dias dolorosos, mas continuamos sendo amados por Ele.

Às vezes, queremos que Deus demonstre Seu cuidado retirando imediatamente tudo o que nos preocupa. Entretanto, Seu cuidado também se manifesta na força para continuar, na sabedoria para decidir e no apoio que recebemos durante o caminho. Mesmo quando a solução ainda não chegou, podemos apresentar a Ele o que sentimos, sem esconder o medo ou fingir que estamos bem.

Saber que Deus é por nós também nos ajuda a abandonar a necessidade de provar nosso valor a todo momento. Uma crítica não define quem somos, e uma dificuldade não determina o fim da nossa história. Podemos examinar o que precisa ser corrigido, reconhecer nossos limites e seguir com humildade, sustentados pelo amor do Senhor.

Talvez hoje você ainda não saiba como resolver aquilo que está enfrentando. Comece pelo que está ao seu alcance e peça a Deus direção para o próximo passo. A certeza do Seu amor nos permite caminhar mesmo quando ainda existem perguntas sem resposta.

Aplicação

Pense na preocupação que mais tem ocupado sua mente. Apresente-a a Deus em oração e identifique uma atitude possível para hoje: procurar ajuda, conversar com alguém, cumprir uma responsabilidade ou descansar antes de tomar uma decisão. Ao longo do dia, relembre Romanos 8:31 e permita que essa promessa fortaleça sua confiança.

Oração

Senhor, obrigada porque o Teu amor me sustenta também nos dias difíceis. Tu conheces minhas preocupações e sabes onde me sinto frágil. Ajuda-me a lembrar que não estou sozinha e dá-me sabedoria para fazer o que está ao meu alcance. Ensina-me a confiar em Ti enquanto espero e a reconhecer Teu cuidado durante o caminho. Que o medo não conduza minhas escolhas e que minha esperança permaneça firmada em Ti. Em nome de Jesus, amém.

Sempre sob os Seus cuidados

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

1 Pedro 5:7

Deus nos chama para uma relação pessoal e verdadeira com Ele. A fé pode começar com o exemplo de alguém, com uma palavra recebida ou com a oração de uma pessoa querida. Mas esse começo precisa abrir caminho para o nosso próprio encontro com o Senhor. É possível participar das atividades da igreja e conhecer muitas coisas sobre Deus, enquanto ainda falta espaço para ouvi-Lo e conversar com Ele no cotidiano.

A fé de quem caminha conosco pode nos encorajar, mas ninguém pode viver por nós a resposta que damos a Deus. Ele conhece nossa história, nossas dúvidas e aquilo que nem sempre conseguimos expressar. Podemos nos aproximar com sinceridade, sem tentar reproduzir a experiência de outra pessoa ou aparentar uma força que ainda não temos.

Na parábola dos talentos, em Mateus 25:14–30, cada servo recebe uma responsabilidade e responde pela maneira como cuida do que lhe foi confiado. Essa passagem nos convida a olhar para a nossa própria caminhada: o que estamos fazendo com as oportunidades, os dons e o tempo que recebemos? A fidelidade se revela também nas escolhas pequenas, quando buscamos a Deus e colocamos Sua Palavra em prática.

Crescer em intimidade com o Senhor não significa caminhar sozinho. A comunidade, as amizades e as orações de outras pessoas são preciosas. Ao mesmo tempo, nossa confiança precisa criar raízes no próprio Deus, para que possamos continuar buscando Sua presença mesmo quando alguém que nos inspira não está por perto.

Estar sob os cuidados de Deus não significa viver sem dificuldades ou receber todas as respostas como esperamos. Significa poder entregar a Ele nossas inquietações e confiar em Sua presença ao longo do caminho. Não precisamos conquistar Seu cuidado por meio de uma fé perfeita. Podemos nos aproximar como estamos e permitir que Ele nos ensine a confiar, a amadurecer e a permanecer.

Aplicação prática

Hoje, pense no espaço que sua relação com Deus ocupa na rotina. Além de ouvir outras pessoas falarem sobre Ele, você tem separado um tempo para buscá-Lo pessoalmente? Leia 1 Pedro 5:7, apresente em oração uma preocupação que está carregando e permaneça alguns instantes em silêncio. Depois, escolha uma atitude concreta de fidelidade para este dia, como cumprir uma responsabilidade, reparar uma palavra que feriu alguém ou ajudar uma pessoa.

Oração

Senhor, quero conhecer-Te e viver uma fé pessoal e sincera. Obrigada pelas pessoas que me ajudam a caminhar contigo. Ensina-me a buscar Tua presença também nos momentos simples e silenciosos da minha rotina. Ajuda-me a ser fiel ao que colocaste em minhas mãos e a entregar-Te minhas preocupações. Quando vierem as dificuldades, lembra-me de que continuo sob os Teus cuidados. Em nome de Jesus, amém.

Depois de ouvir, escolha como responder

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”

Provérbios 15:1

Ouvir com atenção nos ajuda a compreender o outro. Depois da escuta, porém, vem uma escolha igualmente importante: como vamos responder? Podemos ter razão sobre determinado assunto e, ainda assim, ferir alguém pela maneira como falamos. O tom de voz, as palavras escolhidas e o momento da conversa fazem diferença.

Quando estamos cansados ou contrariados, é fácil responder antes de pensar. Às vezes, uma pergunta recebe uma resposta impaciente; uma preocupação é tratada como exagero; um desacordo se transforma em discussão. Por isso, precisamos permitir que Deus trabalhe também nas nossas reações, especialmente nas conversas com as pessoas mais próximas.

A resposta branda pode ser firme e honesta. Podemos dizer que algo nos machucou, estabelecer um limite ou corrigir uma atitude sem humilhar ninguém. A mansidão nos ajuda a falar com clareza e respeito, mesmo quando precisamos tratar de assuntos difíceis.

Nem sempre uma resposta cuidadosa fará o outro se acalmar imediatamente. Ainda assim, podemos assumir a responsabilidade pelas nossas palavras. Quando erramos, pedir perdão e retomar a conversa com mais cuidado também é uma forma de viver aquilo que cremos.

Aplicação

Hoje, ao sentir vontade de responder com irritação, faça uma breve pausa. Procure compreender o que ouviu e escolha palavras que expressem o que precisa dizer com respeito. Se uma conversa ficou marcada por uma resposta sua que feriu alguém, considere retomá-la e reconhecer o seu erro.

Oração

Senhor, ajuda-me a ouvir com atenção e a responder com sabedoria. Ensina-me a perceber quando o cansaço e a irritação estão conduzindo minhas palavras. Dá-me mansidão para falar, firmeza para tratar do que é necessário e humildade para pedir perdão quando eu errar. Que o meu modo de conversar revele o Teu amor nas situações comuns deste dia. Em nome de Jesus, amém.

Ouvir também é uma forma de amar

“Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

Tiago 1:19

Há dias em que queremos tanto ser compreendidos que esquecemos de compreender quem está perto de nós. Enquanto alguém fala, já preparamos uma resposta, uma explicação ou um conselho. Podemos até ter boa intenção, mas ouvir exige dar espaço para que o outro termine e procurar entender o que ele está vivendo.

Tiago nos convida a desacelerar nossas reações. Nem toda conversa precisa de uma resposta imediata, e nem todo desabafo precisa de uma solução. Às vezes, uma pessoa precisa primeiro encontrar alguém que a escute com atenção, sem diminuir sua dor ou transformar sua experiência em comparação.

Essa orientação também nos ajuda nos momentos de conflito. Quando estamos irritados, podemos interpretar uma fala antes de compreendê-la. Uma pausa e uma pergunta sincera podem evitar palavras que ferem e depois são difíceis de reparar. Ouvir não exige concordar com tudo, mas permite discordar com respeito e responder com mais cuidado.

Na família, no trabalho e nas amizades, o amor ganha forma quando oferecemos atenção. Podemos pedir a Deus sabedoria para perceber quando é hora de falar e quando precisamos permanecer em silêncio para compreender melhor. Muitas conversas mudam quando alguém se dispõe a ouvir de verdade.

Aplicação

Hoje, em uma conversa, procure escutar sem interromper. Deixe o celular de lado, dê atenção à pessoa e, antes de aconselhar, pergunte se você entendeu o que ela quis dizer. Se surgir irritação, faça uma pausa antes de responder.

Oração

Senhor, ensina-me a ouvir com atenção e a falar com sabedoria. Ajuda-me a controlar a pressa de responder e a reconhecer quando a irritação está conduzindo minhas palavras. Que as pessoas encontrem em mim respeito e disposição para compreender. Orienta minhas conversas para que eu possa amar também por meio da escuta. Em nome de Jesus, amém.

Adorar é reconhecer quem Deus é, mesmo antes de receber o que pedimos

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide […] todavia, eu me alegrarei no Senhor.”

Habacuque 3:17-18

É fácil agradecer quando a resposta chega, quando uma porta se abre ou quando aquilo que pedimos finalmente acontece. Nessas horas, o coração encontra motivos claros para reconhecer a bondade de Deus. Mas a adoração vai além da gratidão pelo que Ele faz. Adorar é reconhecer quem Deus é, mesmo quando ainda não recebemos aquilo que pedimos.

Habacuque descreve um cenário em que nada parecia favorável. Não havia frutos, não havia colheita e as circunstâncias não davam motivos para comemorar. Ainda assim, ele decidiu se alegrar no Senhor. Essa atitude nos ensina que a adoração não precisa depender das circunstâncias. Podemos adorar enquanto esperamos, quando ainda não entendemos o que está acontecendo e até quando a resposta parece demorar, porque Deus continua sendo Deus antes da resposta, durante a espera e depois dela.

Às vezes, sem perceber, podemos transformar nossa oração em uma espécie de condição. Pensamos: “Senhor, quando isso acontecer, eu Te agradecerei.” Mas a verdadeira adoração não começa apenas quando recebemos aquilo que desejamos. Ela também pode nascer no tempo da espera, quando dizemos: “Senhor, mesmo que eu ainda não tenha recebido aquilo que pedi, Tu continuas sendo digno da minha confiança.”

Isso não significa ignorar a dor, esconder a frustração ou fingir que não desejamos algo. Podemos apresentar nossos pedidos a Deus com sinceridade. Podemos contar a Ele o que esperamos, o que tememos e aquilo que gostaríamos que acontecesse. A diferença está em não permitir que a nossa fé dependa somente do resultado.

Adorar é olhar além daquilo que Deus pode nos dar e reconhecer aquilo que Ele já é: fiel, presente, misericordioso e digno de confiança. É entender que a presença de Deus não perde valor apenas porque a resposta ainda não chegou.

Talvez hoje você esteja esperando por algo. Talvez a situação ainda não tenha mudado, o caminho ainda não esteja claro e a resposta continue distante. Mesmo assim, existe uma adoração que pode nascer exatamente nesse lugar. Não porque tudo está resolvido, mas porque Deus continua sendo Deus.

Aplicação

Pense hoje em algo que você tem pedido a Deus. Depois de apresentar novamente esse pedido, acrescente em sua oração: “Senhor, enquanto espero, eu escolho reconhecer quem Tu és.” Não adore apenas pela resposta que espera receber. Adore também pela presença de Deus durante o caminho.

Oração

Senhor, muitas vezes é mais fácil Te agradecer quando recebo aquilo que pedi. Ensina-me a Te adorar também enquanto espero. Que a minha fé não dependa somente das respostas ou das circunstâncias. Ajuda-me a reconhecer quem Tu és, mesmo quando ainda não compreendo o que estás fazendo. Recebe os meus pedidos, mas recebe também a minha adoração. Que meu coração permaneça firme em Ti antes, durante e depois de cada resposta. Amém.

Biopsicoeduca

Ter a mente de Cristo: a fé que transforma nossas atitudes

“Nós, porém, temos a mente de Cristo.”

1 Coríntios 2:16

Conhecer a Palavra de Deus é essencial, mas esse conhecimento precisa alcançar a maneira como vivemos. Ter a mente de Cristo envolve permitir que seus ensinamentos transformem nossos pensamentos, nossas escolhas e a forma como tratamos as pessoas.

Jesus nos mostra um caminho de amor, humildade e obediência ao Pai. Quando sentimos vontade de devolver uma ofensa, somos chamados a responder com mansidão. Quando o orgulho nos impede de reconhecer um erro, seu exemplo nos ensina a pedir perdão. Quando esperamos reconhecimento, Ele nos lembra do valor de servir.

Essas escolhas aparecem nas situações mais comuns: em uma conversa difícil, na convivência familiar, no trabalho e diante de alguém que pensa diferente de nós. É nesses momentos que a fé ganha expressão em nossas atitudes.

Agir com amor exige sabedoria. A mansidão pode acompanhar uma palavra firme, e o perdão não dispensa limites necessários. Podemos defender o que é justo sem humilhar, discordar sem ferir e reconhecer nossos erros sem procurar desculpas.

Nem sempre conseguimos fazer isso de imediato. Há dias em que o cansaço, a frustração e a mágoa pesam sobre nossas reações. Podemos apresentar tudo isso a Deus e pedir que o Espírito Santo nos ajude a responder com mais consciência, domínio próprio e amor.

Ter a mente de Cristo é um aprendizado diário. A cada escolha, temos a oportunidade de permitir que aquilo em que cremos transforme aquilo que fazemos.

Aplicação

Hoje, diante de uma situação que provoque irritação ou impaciência, faça uma pausa antes de responder. Ore e reflita: minha atitude expressa amor, verdade e respeito? Talvez o próximo passo seja ouvir com atenção, pedir perdão, oferecer ajuda ou estabelecer um limite com serenidade.

Oração

Senhor Jesus, renova minha mente e ensina-me a viver o que aprendo em tua Palavra. Ajuda-me a reconhecer quando o orgulho, a pressa ou a mágoa conduzem minhas atitudes. Que o teu Espírito me dê sabedoria para falar, humildade para ouvir e coragem para fazer o que é certo. Que meus pensamentos e minhas ações expressem o teu amor nas situações de cada dia. Em nome de Jesus, amém.

Biopsicoeduca