Professora, é verdade que as plaquetas são pedaços de células?

Sim! As plaquetas do sangue são pequenos fragmentos de células muito maiores, chamadas megacariócitos, encontradas na medula óssea, dentro dos ossos. Essas células formam prolongamentos dos quais se originam as plaquetas.

Mesmo sem núcleo, as plaquetas conseguem agir: quando um vaso sanguíneo se machuca, elas aderem à região e se juntam, ajudando a formar um tampão que reduz o sangramento. Elas trabalham junto com proteínas da coagulação.

Para pensar: como um fragmento de célula consegue ajudar a fechar um ferimento sem possuir núcleo?

Fontes: Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue, NIH; estudo sobre a formação de plaquetas a partir de megacariócitos.

Autoria: Profa. Fran Narnib Lorenzon.

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Professora, é verdade que temos células no ouvido que não são repostas quando morrem?

Sim! Na cóclea, uma estrutura do ouvido interno, existem células ciliadas. Elas possuem projeções microscópicas que se dobram com as vibrações sonoras, ajudando a transformar essas vibrações em sinais enviados ao cérebro.

Apesar do nome, essas projeções não são pelos. Nos seres humanos, as células ciliadas da cóclea não são naturalmente repostas quando morrem. Por isso, sons intensos podem causar perda auditiva permanente, dependendo da intensidade e do tempo de exposição.

Para pensar: por que o tempo que passamos ouvindo música importa tanto quanto o volume?

Fontes: Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação, NIH: Como ouvimos e Perda auditiva induzida por ruído.

Autoria: Profa. Fran Narnib Lorenzon.

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Professora, é verdade que pegar sol pela janela não ajuda a pele a produzir vitamina D?

Sim, quando a janela está fechada com vidro comum. A pele precisa da radiação ultravioleta B, chamada UVB, para iniciar a fabricação de vitamina D. O vidro bloqueia praticamente toda essa radiação, embora deixe passar luz visível. Por isso, sentir claridade ou calor não significa que essa produção esteja acontecendo.

Isso não é um convite para se expor ao sol sem proteção: a radiação ultravioleta também pode danificar a pele.

Para pensar: se a luz atravessa o vidro, por que alguns tipos de radiação ficam do lado de fora?

Fonte: Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos: vitamina D.

Autoria: Profa. Fran Narnib Lorenzon.
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Professora, é verdade que sentimos o cheiro da comida por dentro da boca?

Sim! Ao mastigar, liberamos moléculas de aroma que passam da boca para a parte de trás do nariz, onde ativam os receptores do olfato. Esse caminho é chamado de olfato retronasal.

O cérebro combina esses aromas com os gostos, a temperatura e a textura para formar o sabor. Por isso, quando o nariz está entupido, um alimento pode parecer sem graça, embora ainda consigamos perceber gostos como doce e salgado.

Para pensar: se dois doces têm a mesma quantidade de açúcar, como conseguimos distinguir o de morango do de banana?

Fonte: Instituto Nacional de Surdez e Outros Distúrbios da Comunicação, NIH.

Professora, é verdade que o corpo recicla o ferro do próprio sangue?

Sim! As hemácias, células que transportam oxigênio, vivem em média cerca de 120 dias. Quando envelhecem, são recolhidas e desmontadas por células chamadas macrófagos, principalmente no baço e no fígado.

O ferro da hemoglobina é recuperado e pode voltar à medula óssea, onde será usado para fabricar hemoglobina de novas hemácias. Essa reciclagem fornece grande parte do ferro necessário à renovação dessas células. Mesmo assim, precisamos obter ferro dos alimentos para repor perdas e atender ao crescimento.

Para pensar: se o corpo reaproveita o ferro, por que perder sangue pode diminuir nossas reservas desse mineral?

Fonte: Macrophages and Systemic Iron Homeostasis, artigo científico disponível na PubMed Central.

Professora, é verdade que nossas lágrimas podem sair pelo nariz?

Sim! Parte das lágrimas entra por pequenos orifícios próximos ao canto interno das pálpebras e percorre canais que desembocam dentro do nariz. Esse caminho funciona mesmo quando não estamos chorando.

Durante o choro, a quantidade de lágrimas aumenta. Algumas escorrem pelo rosto e outras chegam ao nariz, contribuindo para deixá-lo escorrendo. Portanto, esse líquido não é apenas muco nasal: também pode conter lágrimas.

Para pensar: se o caminho das lágrimas até o nariz ficar bloqueado, o que poderá acontecer nos olhos?

Fonte: Instituto Nacional dos Olhos, NIH: como as lágrimas funcionam.

Por que nossos dedos ficam enrugados na água?

Professora, por que nossos dedos ficam enrugados quando passamos muito tempo na água?

Esse enrugamento envolve uma resposta automática do sistema nervoso. Após algum tempo na água, pequenos vasos sanguíneos dos dedos se contraem. Isso reduz o volume dos tecidos sob a pele e favorece a formação das rugas. Portanto, o fenômeno não acontece apenas porque a pele absorve água.

Uma pista importante é que lesões em certos nervos podem reduzir ou impedir essa resposta. As rugas são temporárias e desaparecem depois que saímos da água. O tempo e a intensidade do enrugamento variam entre as pessoas e conforme as condições da água.

Para pensar: como uma mudança na aparência da pele pode revelar a participação do sistema nervoso?

Fonte: Van Barneveld e colaboradores. Evaluation of the finger wrinkling test: a pilot study (2010), artigo científico disponível na PubMed Central.

O coração tem um marcapasso natural

O coração não espera o cérebro mandar uma ordem para cada batimento. No átrio direito, células do nó sinoatrial produzem espontaneamente sinais elétricos, que se espalham pelo órgão e coordenam suas contrações.

Isso não significa que o cérebro não participe. Nervos e hormônios ajustam a velocidade do coração durante o exercício, o repouso ou um susto, mas o ritmo básico começa no próprio coração.

Para pensar: se o coração produz seus próprios sinais, por que ele acelera quando sentimos medo?

Fonte: Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos, NIH: como o coração bate.